Original publicado em 11/10/2026, 09:00.
Reprodução com crédito. Conteúdo publicado originalmente por TJBA · Agência de Notícias em 11/10/2026, 09:00 e reproduzido na íntegra, sem reescrita. Leia na fonte original (TJBA · Agência de Notícias).
“O que começou como um apadrinhamento se transformou em uma relação construída com convivência, confiança, carinho e muito afeto”, compartilha Wesley Vinícius Rodrigues, padrinho do menino Levi. “Ele nos ensina muito sobre amor e o verdadeiro significado de estar presente na vida de alguém”, acrescenta.
A história de Wesley e Levi reforça a importância da atuação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), por meio da Coordenadoria da infância e Juventude com o projeto Ser Dindo é Massa.
A ação busca proporcionar a crianças e adolescentes, em situação de acolhimento institucional e com remotas chances de reinserção familiar ou adoção, a oportunidade de criar laços de afeto, ter suporte material e alcançar um desenvolvimento saudável, por meio da colaboração de pessoas que atuem como padrinhos ou madrinhas.
“Quando Gabriele chegou, era uma menina mais retraída, mas logo foi acolhida com muito carinho por mim e por toda a minha família”, revela Vanusa Pinto Coelho, que apadrinhou Gabriele Vitória, de 12 anos de idade. “Ser madrinha, para mim, é estar presente, cuidar, aconselhar, educar e, principalmente, proporcionar momentos de alegria e construir memórias especiais”, destaca.
Segundo Vanusa, a adolescente criou um vínculo com sua filha de 8 anos. “É muito gratificante vê-las juntas, compartilhando interesses e momentos”.
Os dois casos são de apadrinhamento afetivo, que consiste em um contato frequente com a criança ou o adolescente, participando de momentos de lazer, fins de semana, feriados e férias escolares.
Para se tornar um(a) dindo(a), é necessário atender aos seguintes requisitos:
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“O projeto Ser Dindo é Massa reforça que cada criança e adolescente precisa ter seus direitos, sua individualidade e, principalmente, sua necessidade de construir vínculos seguros e respeitosos reconhecidos pela sociedade”, destaca a Juíza Louise de Melo, titular da Vara da Infância e da Juventude e de Execução de Medidas Socioeducativas de Camaçari.
Modalidades além do Dindo Afetivo:
Dindo Prestador de Serviço: profissional ou empresa que oferece serviços às crianças e aos adolescentes acolhidos, de acordo com sua especialidade ou habilidade, mediante plano de trabalho.
Dindo Provedor: oferece apoio material e/ou financeiro, por meio da doação de materiais escolares, roupas e brinquedos, além do patrocínio de cursos profissionalizantes, reforço escolar, atividades esportivas, cursos de idiomas ou do atendimento a necessidades específicas da criança ou do adolescente.
Na modalidade Dindo Provedor, há uma exceção quanto ao local de residência: pessoas que moram em outras cidades, estados ou até mesmo em outros países também podem participar.
O apadrinhamento não constitui uma alternativa ao acolhimento definitivo. Por isso, pessoas com habilitação válida à adoção não podem se cadastrar para atuar como dindo(a).
Saiba mais sobre o projeto
Fonte original: TJBA · Agência de Notícias
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