Câmeras de reconhecimento facial auxiliaram na localização de 870 pessoas com mandados de prisão civil por inadimplência de pensão alimentícia na Bahia entre janeiro e 15 de setembro de 2026. Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o total corresponde a 47,1% das 1.847 prisões registradas com o uso da tecnologia no período.
Do total de prisões relacionadas à dívida de pensão alimentícia, 285 ocorreram durante grandes eventos, como o Carnaval, as festas de São João e partidas de futebol.
Desde a implantação do sistema na Bahia, em 2019, até 15 de setembro de 2026, a tecnologia auxiliou em 6.293 prisões. Desse total, 2.025, ou 32,17%, envolveram pessoas com mandados de prisão civil por inadimplência de pensão alimentícia.
Atualmente, a SSP-BA conta com aproximadamente 1,2 mil câmeras de reconhecimento facial distribuídas em 81 municípios baianos. O sistema utiliza dados do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Segundo o superintendente de Telecomunicações da SSP-BA, coronel André Borges, a ferramenta contribui para o cumprimento de decisões judiciais e para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes que dependem dos recursos.
A Defensoria Pública do Estado da Bahia oferece atendimento gratuito a mães e responsáveis que enfrentam dificuldades para receber pensão alimentícia. O serviço inclui orientação jurídica, tentativas de conciliação e mediação extrajudicial, além do ajuizamento de ações para estabelecer ou cobrar valores devidos.
Em Salvador, a DPE-BA atuou em 8.875 ações de alimentos e 1.202 execuções em 2025. Até abril de 2026, foram registradas 2.683 ações de alimentos e 416 execuções. O atendimento pode ser solicitado pelo telefone 129 ou pelo site oficial da instituição.
A prisão por dívida de pensão alimentícia tem natureza civil e caráter coercitivo, não sendo uma condenação criminal. Conforme o material, a medida busca pressionar o devedor a cumprir uma obrigação determinada pela Justiça e depende dos requisitos legais e da decisão judicial. Após a quitação, a liberação pode levar um ou dois dias devido aos trâmites legais.
Fonte: A Tarde, publicado em 09/10/2026, 19:55 por Evellyn Teixeira. Texto produzido com auxílio de IA a partir da fonte indicada.
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