O Dia das Crianças pode ser uma oportunidade para famílias conversarem sobre dinheiro e planejamento. Para quem pretende formar uma reserva destinada à faculdade dos filhos, começar os investimentos com antecedência pode diminuir o valor dos aportes mensais.
Uma revisão de mais de 100 estudos conduzida por pesquisadores da Universidade de Cambridge aponta que hábitos e atitudes relacionados ao dinheiro começam a se formar por volta dos sete anos. No Brasil, dados do PISA 2022 indicam que 2% dos estudantes avaliados atingiram o nível mais alto de proficiência em educação financeira, ante 11% na média dos países da OCDE participantes.
Rodrigo Icó, líder da XP na Bahia, afirma que a educação financeira pode ser introduzida a partir de situações do cotidiano. Segundo ele, crianças podem aprender, conforme a idade, que o dinheiro envolve escolhas, planejamento e objetivos.
Entre 3 e 6 anos, a orientação pode abordar a diferença entre necessidade e desejo, além da importância de esperar para comprar. Dos 7 aos 12 anos, a mesada pode ser usada como exercício de responsabilidade, com divisão entre gastar, guardar e ajudar outras pessoas. Na adolescência, o aprendizado pode avançar para o uso de conta bancária e os primeiros investimentos, sob supervisão do responsável legal.
Simulações apresentadas na matéria, com rendimento real hipotético de 6% ao ano, estimam que uma reserva de R$ 40,1 mil para um curso presencial padrão exigiria aporte mensal de R$ 140 durante 15 anos, contra R$ 577 em um prazo de 5 anos. Para uma graduação em Engenharia, o aporte mensal estimado em 15 anos é de aproximadamente R$ 202; para Medicina, de aproximadamente R$ 2.861.
Os cálculos são referências de planejamento e consideram aportes no fim de cada mês e valores brutos. Os custos foram baseados em médias nacionais de mensalidades e não incluem bolsas, impostos, taxas ou reajustes diferentes da inflação.
Entre as opções citadas para o longo prazo estão o Tesouro Educa+, o Tesouro IPCA+ e a previdência privada. A escolha, segundo a matéria, deve considerar prazo, objetivo, custos, tributação, liquidez, riscos e o perfil da família.
Fonte: A Tarde, publicado em 12/10/2026, 16:03 por Jair Mendon\u00E7a Jr. Texto produzido com auxílio de IA a partir da fonte indicada.
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