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Iphan autoriza pesquisa arqueológica para expansão do metrô até o Campo Grande

Autorização contempla o Tramo IV da Linha 1 e tem validade de seis meses; área já revelou vestígios da elite baiana do século XIX.

Iphan autoriza pesquisa arqueológica para expansão do metrô até o Campo GrandeIlustração · IA
Ilustração editorial gerada por IA · Siga Notícia

Por Redação Siga Bahia

12/10/2026, 23:50 · há 3 h

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) autorizou a realização de pesquisa arqueológica na área de implantação do Tramo IV, expansão sul da Linha 1 do Sistema Metroviário Salvador-Lauro de Freitas. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 10.

O projeto foi elaborado pela Companhia de Transportes da Bahia (CTB) e prevê a execução do Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico na área das obras. A autorização tem validade de seis meses.

Plácido Cali foi indicado como coordenador do projeto, enquanto Emanuel Victor Gomes Teixeira Alcântara ficará responsável pela coordenação de campo. O Laboratório de Arqueologia e Paleontologia da Universidade do Estado da Bahia (LAP/UNEB), campus VII, foi indicado como instituição de endosso institucional.

Segundo parecer obtido pela reportagem de A TARDE, o Iphan considerou atendidos os requisitos documentais necessários à autorização. A análise incluiu a comprovação de idoneidade financeira, o cronograma de execução, a qualificação dos profissionais e a indicação de uma instituição para guarda e conservação do material arqueológico.

O documento registra ainda que o projeto recebeu parecer favorável de um arqueólogo e validação da Superintendência do Iphan, que encaminhou o processo ao Centro Nacional de Arqueologia para publicação da portaria.

As pesquisas relacionadas à expansão do metrô identificaram vestígios do cotidiano da elite baiana que viveu na região do Campo Grande durante o século XIX. Um dos achados foi um sítio arqueológico de 188,41 metros quadrados, na área da antiga Fundação João Fernandes da Cunha, nas proximidades do Largo do Campo Grande.

Entre os 235 bens móveis identificados estão louças inglesas e portuguesas, porcelanas, garrafas de bebidas, frascos, ossos e outros materiais. De acordo com a reportagem, os objetos ajudam a compreender hábitos de consumo, alimentação e práticas cotidianas dos moradores das antigas residências e dos palacetes da região.

A maior parte dos vestígios é da segunda metade do século XIX e corresponde a um antigo depósito de descarte doméstico. A concentração e a diversidade dos materiais permitem relacionar os achados ao cotidiano das famílias que ocupavam a área durante um período de transformação urbana de Salvador.

Fonte: A Tarde, publicado em 10/10/2026, 20:51 por Leo Almeida. Texto produzido com auxílio de IA a partir da fonte indicada.

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