Começar a investir durante a infância pode reduzir o valor mensal necessário para custear a faculdade dos filhos. Em uma simulação apresentada pela XP, aportes de aproximadamente R$ 140 por mês durante 15 anos poderiam formar uma reserva de R$ 40,1 mil, considerando rentabilidade real hipotética de 6% ao ano.
Se o planejamento começasse apenas cinco anos antes do uso do dinheiro, o aporte mensal estimado subiria para cerca de R$ 577. Os cálculos são estimativas e não representam garantia de rendimento.
Para outros cursos, a mesma simulação aponta aportes de cerca de R$ 202 mensais para engenharia e aproximadamente R$ 2.861 por mês para medicina. As projeções usam médias nacionais de mensalidades e depósitos realizados ao fim de cada mês.
Os valores não consideram impostos, taxas, bolsas de estudo ou eventuais variações nos custos dos cursos acima da inflação. O montante necessário depende do curso escolhido, do prazo e da rentabilidade obtida.
Rodrigo Icó, líder da XP na Bahia, afirma que começar cedo permite acumular recursos por mais tempo, adaptar o orçamento e rever os objetivos. Segundo ele, a regularidade dos aportes e o horizonte de longo prazo são importantes, mesmo quando a família não pode começar com valores elevados.
A educação financeira também pode ser introduzida na infância. O material cita uma revisão de mais de 100 estudos da Universidade de Cambridge, segundo a qual hábitos relacionados ao dinheiro começam a se desenvolver por volta dos sete anos. Entre três e seis anos, podem ser trabalhadas as diferenças entre necessidades e desejos; dos sete aos 12, a mesada pode apoiar o aprendizado de organização e planejamento.
Na adolescência, o ensino pode incluir o uso supervisionado de contas bancárias e o primeiro contato com investimentos. Entre as alternativas mencionadas estão o Tesouro Educa+, o Tesouro IPCA+ e planos de previdência privada. A escolha deve considerar prazo, custos, tributação, liquidez e tolerância ao risco, sem comprometer as despesas essenciais da família.
O material também cita contas destinadas a crianças e adolescentes, com movimentação acompanhada pelos responsáveis. Essas ferramentas podem ser usadas para ensinar controle de gastos, poupança e organização do orçamento.
Fonte: A Tarde, publicado em 12/10/2026, 21:03 por Leilane Teixeira. Texto produzido com auxílio de IA a partir da fonte indicada.
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