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Ex-comandante da PM da Bahia acumula condenações de mais de 50 anos

Fabrício Santiago foi sentenciado em quatro ações penais por crimes ligados ao uso de recursos públicos em benefício particular.

Ex-comandante da PM da Bahia acumula condenações de mais de 50 anosFoto: A Tarde/Divulgação
Ex-comandante da PM da Bahia acumula condenações de mais de 50 anos — Foto: A Tarde/Divulgação

Por Redação Siga Bahia

13/10/2026, 04:20 · há 1 h

O ex-comandante da Polícia Militar da Bahia Fabrício Carlos Santiago dos Santos acumula condenações que totalizam 50 anos, 10 meses e dois dias de prisão. As sentenças foram proferidas em quatro ações penais relacionadas ao uso de recursos públicos para atender a interesses particulares.

Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), as investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul). O capitão está preso preventivamente desde janeiro de 2025.

Em uma das ações, Santiago recebeu pena de 18 anos e quatro meses por corrupção passiva majorada e peculato. Conforme o MP-BA, durante o comando da 4ª Companhia da PM, em Santa Cruz Cabrália, ele teria recebido vantagens indevidas para direcionar policiais e viaturas à segurança de uma barraca de praia em Coroa Vermelha.

A apuração também apontou o fornecimento antecipado de informações sobre fiscalizações e identificou 74 transferências financeiras, que somaram R$ 102.013,72. A sentença registrou ainda o uso continuado de policiais, viaturas e outros recursos públicos em serviços de segurança privada.

As outras três condenações dizem respeito principalmente ao período em que o capitão exercia função de comando em Santa Cruz Cabrália, no extremo sul da Bahia. Em junho deste ano, ele foi condenado a 21 anos, um mês e 27 dias por corrupção passiva e peculato, em um caso que envolveu supostas vantagens para direcionar policiais e viaturas à segurança de uma propriedade privada na região de Campo Verde.

Em setembro de 2025, outra decisão fixou pena de cinco anos, um mês e 27 dias de reclusão por corrupção passiva. A primeira condenação ocorreu em maio de 2025, com pena de seis anos, dois meses e oito dias, por uma suposta intervenção na liberação irregular de uma motocicleta apreendida, acompanhada de cobrança de vantagem.

De acordo com o conjunto das ações penais, as condutas investigadas envolveram liberação irregular de veículo, cobrança de vantagens relacionadas a eventos, direcionamento do policiamento ostensivo para propriedades e estabelecimentos privados e utilização de recursos humanos e materiais da Polícia Militar em benefício particular.

Fonte: A Tarde, publicado em 09/10/2026, 15:28 por Evellyn Teixeira. Texto produzido com auxílio de IA a partir da fonte indicada.

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